Redentor

Paro e percebo que a rua, de noite, faz
jus ao piche, e percebo que o acaso aqui
me deixa ver o Redentor por entre os vãos

prédios, barracos, nuvens, almas carregadas.
Neste vale súbito de garoa e pedra,
respiro o sal no suor do ar, sobra do amor
com o mar, e celebro o nascimento e morte
do instante e só eu reconheço o milagre
e só, sorrio cerce em face de tal sorte.

4 Respostas para “Redentor”

  1. Ana Disse:

    Muito bom! Adorei!

  2. Pedro Disse:

    E o Redentor sempre lá, acompanhando a transformação da cidade.

  3. Juliana Disse:

    Um retrato de uma rua qualquer, um retrato desse mundo qualquer.

    Beijo.

  4. Renata Disse:

    Que bonito isso:

    de braços abertos
    e como quem presencia um milagre,

    celebrar o nascimento e morte
    de um instante…

    Uma linda Páscoa, Felipe!
    Beijos doces de lira!

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