Paro e percebo que a rua, de noite, faz
jus ao piche, e percebo que o acaso aqui
me deixa ver o Redentor por entre os vãos
prédios, barracos, nuvens, almas carregadas.
Neste vale súbito de garoa e pedra,
respiro o sal no suor do ar, sobra do amor
com o mar, e celebro o nascimento e morte
do instante e só eu reconheço o milagre
e só, sorrio cerce em face de tal sorte.
13/03/2010 às 17:48 |
Muito bom! Adorei!
13/03/2010 às 23:50 |
E o Redentor sempre lá, acompanhando a transformação da cidade.
16/03/2010 às 16:45 |
Um retrato de uma rua qualquer, um retrato desse mundo qualquer.
Beijo.
04/04/2010 às 10:19 |
Que bonito isso:
de braços abertos
e como quem presencia um milagre,
celebrar o nascimento e morte
de um instante…
Uma linda Páscoa, Felipe!
Beijos doces de lira!